A circulação nas redes sóciais imagens de Vini Jr. respirando sistematicamente pela boca durante partidas gerou debate sobre impacto no desempenho. Do ponto de vista fisiológico, a respiração nasal oferece resistência que ativa o diafragma, aquece e umidifica o ar, e promove produção de óxido nítrico — vasodilatador que melhora a oxigenação tecidual.
Estudos em atletas de elite (Dallam et al., 2018; Journal of Sports Sciences) demonstraram que o treinamento de respiração exclusivamente nasal reduz a frequência respiratória, melhora a recuperação e diminui a percepção de esforço. Em adultos, as causas anatômicas — desvio de septo, hipertrofia de cornetos, rinite alérgica, pólipos — devem ser sistematicamente investigadas antes de qualquer abordagem comportamental. O otorrinolaringologista é o primeiro especialista a ser consultado nessa cadeia de avaliação.

